Universidades estaduais de Minas: ganho real de 20% desde 2018, puxado pela UEMG

Prédio da Escola Guignard, unidade da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), com rampa e escadaria entre árvores.
Foto: reprodução.

Quanto ganham professores, técnicos e profissionais de saúde da UEMG, da Unimontes e da Fapemig, quanto isso custa ao Estado e como a remuneração mudou desde 2018.

O setor Educação – Universidades e Pesquisa reúne as duas universidades estaduais, a Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) e a Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), que mantém também o Hospital Universitário Clemente de Faria, e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig). Quanto recebem professores e técnicos? Quanto a remuneração mudou desde 2018? E quanto pesam os inativos num setor relativamente jovem?

Este post faz parte do diagnóstico Quanto custa o funcionalismo em Minas Gerais? e segue a mesma estrutura e a mesma metodologia. Os dados vêm da folha de pagamento publicada pelo Governo de Minas no Portal da Transparência, em quatro meses de referência para os ativos (nov/2018, nov/2022, nov/2025 e ago/2026) e três para os inativos (ago/2025, nov/2025 e ago/2026), já que o Portal só publica a folha completa dos inativos desde mai/2025. Todos os valores estão a preços de dez/2025, corrigidos pelo IPCA, e se referem apenas à remuneração paga ao servidor, sem as obrigações patronais.

Remuneração Universidades-MG

Educação – Universidades e Pesquisa: UEMG, Unimontes e Fapemig

5.374servidores do setor, ativos e inativos (nov/2025)
R$ 45,3 mifolha bruta mensal, 1,1% da folha do Executivo (nov/2025)
R$ 8.526remuneração bruta média dos ativos, 1,3 vez a do Executivo (nov/2025)
R$ 7.808remuneração bruta média dos inativos (nov/2025)
+20,1%variação real da média dos ativos, nov/2018 a nov/2025
0,341desigualdade (Gini) da remuneração dos ativos, o nono menor entre os 11 setores (nov/2025)

Remuneração Bruta Média dos ativos por órgão – Educação – Universidades e Pesquisa – Minas Gerais – nov/2025

UnimontesR$ 9.196
FapemigR$ 8.264
UEMGR$ 7.811
UniversidadesR$ 8.526
ExecutivoR$ 6.472

Fonte: Estadosfera Consultoria para o Desenvolvimento a partir do Portal de Transparência de MG.

Nota: Valores em R$ de dez/2025, corrigidos pelo IPCA.

O que você vai encontrar

  • Parte 1 – Quem são e quanto ganham: quantos são os servidores do setor, quanto custa a folha, como a remuneração evoluiu desde 2018 em cada órgão, o peso dos inativos e a distribuição por faixas de salário mínimo, em comparação com o Executivo e com os trabalhadores de Minas Gerais e do Brasil.
  • Parte 2 – Principais carreiras: professores de educação superior, médicos e profissionais de saúde universitários, técnicos e analistas, e os cargos com mais servidores, inclusive os contratados.
  • Parte 3 – Desigualdade, mulheres e teto: quão desigual é a remuneração no setor, quanto recebem mulheres e homens em cada carreira e quem recebe no limite do teto constitucional.
  • Parte 4 – A estrutura de cargos: quantos cargos efetivos existem em cada órgão e como cargos de funções parecidas pagam valores diferentes conforme o órgão.
  • Painel interativo (Power BI) para consultar os números por órgão e cargo.

Parte 1 – Quem são e quanto ganham

Em novembro de 2025, a folha das universidades e da pesquisa pagou R$ 45,3 milhões em remuneração bruta a 5.374 servidores: 4.679 ativos e 695 inativos. O setor reúne 1,0% dos servidores do Executivo e 1,1% da folha, o equivalente a R$ 2,12 por habitante de Minas Gerais, todo mês. A Remuneração Bruta Média do setor foi de R$ 8.433.

Descontada a inflação, a Remuneração Bruta Média dos ativos passou de R$ 7.101 em nov/2018 para R$ 8.408 em nov/2022 (+18,4%) e R$ 8.526 em nov/2025 (+1,4% em três anos). Em ago/2026, chegou a R$ 9.078, valor que já inclui a verba indenizatória, divulgada em coluna própria desde fev/2026. Entre nov/2018 e nov/2025, a variação real foi de +20,1%, contra +7,4% no conjunto do Executivo. Em nov/2025, um servidor ativo das universidades e da pesquisa recebia, em média, 1,3 vez a média do Executivo (R$ 6.472). É a sétima maior média entre os 11 setores do Executivo.

Os inativos recebem menos: R$ 7.808 em nov/2025, 8% abaixo da média dos ativos do setor e abaixo da média dos inativos do Executivo (R$ 7.889). A diferença entre ativos e inativos é pequena. Os inativos são poucos e concentrados nas carreiras docentes: os 395 professores inativos recebem em média R$ 10.497.

Gráfico 1 – Remuneração Bruta Média dos servidores ativos e inativos – Educação – Universidades e Pesquisa e Executivo – Minas Gerais – nov/2018 a ago/2026

Fonte: Estadosfera Consultoria para o Desenvolvimento a partir do Portal de Transparência de MG.

Nota: Valores em R$ de dez/2025, corrigidos pelo IPCA.

Nota: O Portal da Transparência só publica a folha completa dos inativos desde mai/2025. Em ago/2026, a remuneração inclui a verba indenizatória, que o Portal passou a divulgar em coluna própria em fev/2026.

O número de ativos cresceu de 4.310 em nov/2018 para 4.679 em nov/2025 (+8,6%), um dos poucos setores do Executivo em que o quadro aumentou. A Unimontes tem 2.390 ativos, e a UEMG, 2.209. A Fapemig tinha 92 ativos em nov/2018, 80 em nov/2025 e 61 em ago/2026.

Gráfico 2 – Servidores ativos das universidades e da pesquisa por órgão – Minas Gerais – nov/2018 a ago/2026

Fonte: Estadosfera Consultoria para o Desenvolvimento a partir do Portal de Transparência de MG.

Nota: Servidor = pessoa em cada situação (ativo ou inativo), contada uma vez.

A Unimontes tem a maior média (R$ 9.196 em nov/2025, +9,6% desde 2018). O maior ganho foi o da UEMG, cuja média passou de R$ 5.684 para R$ 7.811, 37,4% acima da inflação, o que aproximou as duas universidades. Na Fapemig, a média foi de R$ 8.264 (+20,0% desde 2018).

Gráfico 3 – Remuneração Bruta Média dos servidores ativos por órgão – Educação – Universidades e Pesquisa – Minas Gerais – nov/2018 e nov/2025

Fonte: Estadosfera Consultoria para o Desenvolvimento a partir do Portal de Transparência de MG.

Nota: Valores em R$ de dez/2025, corrigidos pelo IPCA. Linhas pontilhadas: médias dos ativos das universidades e da pesquisa e do Executivo em nov/2025. Órgãos sem ativos em uma das datas aparecem apenas com o ponto disponível ou não aparecem.

O peso dos inativos

O setor tem 695 inativos, 13% dos seus servidores, que ficam com 12% da folha (R$ 5,4 milhões em nov/2025). É uma participação baixa para o Executivo, porque a UEMG ganhou a estrutura atual há pouco tempo, com a absorção de fundações educacionais do interior a partir de 2013, e boa parte dos professores ainda está na ativa. Na Unimontes, os 443 inativos ficam com 15% da folha do órgão; na UEMG, os 238 inativos, com 8%.

Gráfico 4 – Servidores e folha mensal de ativos e inativos por órgão – Educação – Universidades e Pesquisa – Minas Gerais – nov/2025

Fonte: Estadosfera Consultoria para o Desenvolvimento a partir do Portal de Transparência de MG.

Nota: Valores em R$ de dez/2025, corrigidos pelo IPCA.

Nota: Folha = soma da Remuneração Bruta Total 1, em R$ milhões. Entre parênteses, a participação dos inativos no órgão.

Faixas de remuneração em salários mínimos

Em salários mínimos (SM de R$ 1.518 em nov/2025), 32% dos ativos do setor recebem entre 5 e 10 SM, 30% entre 3 e 5 SM e 19% entre 2 e 3 SM. Até 2 SM estão 7,2% dos ativos do setor, contra 27% no conjunto do Executivo e 70% entre os trabalhadores ocupados de Minas Gerais, segundo a PNAD Contínua do IBGE. Na outra ponta, 43% dos ativos do setor passam de 5 SM, contra 28% no Executivo e 8% entre os trabalhadores do Estado.

Gráfico 5 – Distribuição por faixa de salário mínimo: servidores ativos das universidades e da pesquisa e do Executivo e trabalhadores ocupados de Minas Gerais e do Brasil – 2025

Fonte: Estadosfera Consultoria para o Desenvolvimento a partir do Portal de Transparência de MG.

Nota: Servidores: Remuneração Bruta Total 1 nominal de nov/2025 e salário mínimo de R$ 1.518. Trabalhadores: rendimento habitual de todos os trabalhos (IBGE, PNAD Contínua, SIDRA 7536); as proporções foram estimadas por interpolação entre os percentis publicados.

Por órgão, a Unimontes tem 17% dos ativos acima de 10 SM, e a UEMG, 3%, com 44% entre 5 e 10 SM. Por carreira (botão Por carreira), os professores se concentram entre 5 e 10 SM (49%), e os profissionais de saúde universitários, entre 2 e 5 SM (86%).

Gráfico 6 – Distribuição dos servidores ativos por faixa de salário mínimo, por órgão e por carreira – Educação – Universidades e Pesquisa – Minas Gerais – nov/2025

Fonte: Estadosfera Consultoria para o Desenvolvimento a partir do Portal de Transparência de MG.

Nota: Remuneração Bruta Total 1 nominal de nov/2025; salário mínimo de R$ 1.518. Carreiras com 30 servidores ou mais.

Parte 2 – Principais carreiras

Os 2.594 professores de educação superior são mais da metade dos ativos. A média deles passou de R$ 9.108 em nov/2018 para R$ 11.078 em nov/2025, +21,6% acima da inflação, e chegou a R$ 11.702 em ago/2026. O número de professores também cresceu (+9,6%). A média reúne regimes de trabalho diferentes (tempo parcial, tempo integral e dedicação exclusiva) e titulações diferentes, que o Portal não informa.

A Unimontes concentra os profissionais de saúde do Hospital Universitário: 829 profissionais de saúde universitários, com média de R$ 5.394, e 66 médicos, com média de R$ 9.146, praticamente a mesma de 2018 (−0,6%). Os 947 técnicos, analistas e auxiliares administrativos das duas universidades recebem em média R$ 4.977 (+21,2% desde 2018).

Gráfico 7 – Remuneração Bruta Média e número de servidores ativos por carreira – Educação – Universidades e Pesquisa – Minas Gerais – nov/2018 e nov/2025

Fonte: Estadosfera Consultoria para o Desenvolvimento a partir do Portal de Transparência de MG.

Nota: Valores em R$ de dez/2025, corrigidos pelo IPCA.

Nota: Carreiras com 30 servidores ou mais em nov/2025, agrupadas pelo cargo efetivo informado na folha. Funções de direção identificáveis na folha prevalecem sobre o cargo efetivo.

Entre os cargos com mais servidores, além do Professor de Educação Superior (2.591 ativos), aparecem vários contratos, quase todos na Unimontes e no hospital universitário. O Analista Universitário contratado recebe em média R$ 4.014, e o Técnico Universitário da Saúde contratado, R$ 3.792, contra R$ 5.553 do efetivo. No total, o setor tinha 536 contratados temporários em nov/2025.

Gráfico 8 – Remuneração Bruta Média dos 10 cargos com mais servidores ativos – Educação – Universidades e Pesquisa – Minas Gerais – nov/2025

Fonte: Estadosfera Consultoria para o Desenvolvimento a partir do Portal de Transparência de MG.

Nota: Valores em R$ de dez/2025, corrigidos pelo IPCA.

Nota: Cargo informado na folha, inclusive contratos temporários, que o Portal identifica como cargos próprios. Gratificações por participação em órgãos colegiados e por encargos de curso ou concurso não foram consideradas.

Parte 3 – Desigualdade, mulheres e teto

O Índice de Gini da remuneração dos ativos, que vai de 0 (todos recebem o mesmo) a 1 (uma pessoa recebe tudo), caiu de 0,387 em nov/2018 para 0,341 em nov/2025, o nono menor entre os 11 setores do Executivo. No conjunto do Executivo, o índice é de 0,411, e entre os trabalhadores de Minas Gerais, 0,463, segundo o IBGE. A queda veio da UEMG (de 0,339 para 0,282), onde a base ganhou mais. A Unimontes, que reúne professores, médicos e profissionais de saúde com remunerações muito distintas, é o órgão mais desigual (0,375).

Gráfico 9 – Desigualdade da remuneração dos servidores ativos (Índice de Gini) por órgão – Educação – Universidades e Pesquisa – Minas Gerais – nov/2018 e nov/2025

Fonte: Estadosfera Consultoria para o Desenvolvimento a partir do Portal de Transparência de MG.

Nota: Gini da Remuneração Bruta Total 1 dos ativos. Órgãos com pelo menos 100 ativos em nov/2018 e nov/2025. Trabalhadores de MG: Gini do rendimento de todos os trabalhos das pessoas ocupadas (IBGE, PNAD Contínua, SIDRA 7453).

A curva de Lorenz mostra a mesma coisa de outro jeito. No setor, os 10% mais bem pagos recebem 26% da remuneração dos ativos, e a metade com os menores valores fica com 26%. No Executivo, essas parcelas são de 30% e 22%.

Gráfico 10 – Curva de Lorenz da remuneração dos servidores ativos – Educação – Universidades e Pesquisa e Executivo – Minas Gerais – nov/2025

Fonte: Estadosfera Consultoria para o Desenvolvimento a partir do Portal de Transparência de MG.

As mulheres são 60% dos ativos do setor (eram 60% em 2018), contra 63% no Executivo. Por carreira, a participação feminina vai de 74% em Profissionais de saúde universitários a 55% em Professores de educação superior. Como a folha não informa o sexo, ele foi estimado pelo primeiro nome.

Gráfico 11 – Participação das mulheres entre os servidores ativos por carreira – Educação – Universidades e Pesquisa – Minas Gerais – nov/2018 e nov/2025

Fonte: Estadosfera Consultoria para o Desenvolvimento a partir do Portal de Transparência de MG.

Nota: Sexo estimado pelo primeiro nome (frequências do Censo 2010 do IBGE); exclui nomes ambíguos ou não encontrados.

No conjunto do setor, a Remuneração Bruta Média das mulheres (R$ 8.158) equivale a 89% da dos homens (R$ 9.118). Entre os professores, a média das mulheres (R$ 11.097) é praticamente igual à dos homens (R$ 11.054). A diferença no conjunto vem da maior presença feminina nas carreiras de saúde e técnicas, que pagam menos.

Gráfico 12 – Remuneração Bruta Média de mulheres e homens por carreira – Educação – Universidades e Pesquisa – Minas Gerais – nov/2025

Fonte: Estadosfera Consultoria para o Desenvolvimento a partir do Portal de Transparência de MG.

Nota: Valores em R$ de dez/2025, corrigidos pelo IPCA.

Nota: Carreiras com pelo menos 20 mulheres e 20 homens identificados.

O teto constitucional praticamente não alcança o setor. Em nov/2025 e ago/2026, nenhum servidor teve a remuneração reduzida pelo abate-teto. Somando todos os vínculos e parcelas, inclusive as que a lei deixa fora do teto, 6 servidores receberam mais que o teto em ago/2026.

Gráfico 13 – Servidores e o teto constitucional – Educação – Universidades e Pesquisa – Minas Gerais – nov/2018 a ago/2026

Fonte: Estadosfera Consultoria para o Desenvolvimento a partir do Portal de Transparência de MG.

Nota: Ativos e inativos. Teto = subsídio do Governador vigente em cada mês (R$ 30.471,11 em nov/2018; R$ 35.462,22 em nov/2022; R$ 41.845,49 em 2025 e 2026), em valores nominais.

Parte 4 – A estrutura de cargos

Os 4.455 servidores ativos com cargo efetivo do setor se distribuem em 28 cargos efetivos de denominação diferente. A UEMG tem 19 cargos efetivos, e a Unimontes, 14. A Fapemig, com 54 servidores com cargo efetivo, tem 8 cargos. Como o Portal não informa nível, grau ou classe, a quantidade de posições salariais é ainda maior.

Gráfico 14 – Cargos efetivos distintos e servidores por cargo, por órgão – Educação – Universidades e Pesquisa – Minas Gerais – nov/2025

Fonte: Estadosfera Consultoria para o Desenvolvimento a partir do Portal de Transparência de MG.

Nota: Servidores ativos com cargo efetivo informado. Cargos de contrato temporário contados separadamente.

As duas universidades usam os mesmos cargos de apoio, com remunerações próximas. O Analista Universitário recebe em média R$ 9.367 na UEMG e R$ 9.414 na Unimontes, e o Técnico Universitário, R$ 4.880 e R$ 5.353. As diferenças maiores aparecem entre efetivos e contratados: na Unimontes, o Analista Universitário da Saúde efetivo recebe R$ 7.038, e o contratado, R$ 4.178.

Gráfico 15 – Remuneração Bruta Média de cargos efetivos de mesma família, por órgão – Educação – Universidades e Pesquisa – Minas Gerais – nov/2025

Fonte: Estadosfera Consultoria para o Desenvolvimento a partir do Portal de Transparência de MG.

Nota: Valores em R$ de dez/2025, corrigidos pelo IPCA.

Nota: Cargos com 5 servidores ativos ou mais, agrupados pela primeira palavra da denominação (Auxiliar, Assistente, Técnico, Agente, Analista, Especialista, Gestor). O tamanho do círculo indica o número de servidores.

Em síntese: quanto custa o ensino superior e a pesquisa do Estado

O setor de universidades e pesquisa custa cerca de R$ 45,3 milhões por mês em remuneração bruta, pagos a 5.374 servidores, ativos e inativos. Os principais destaques são:

  • Um setor pequeno. As universidades e a Fapemig têm 1,0% dos servidores e 1,1% da folha do Executivo, cerca de R$ 2,12 por habitante, todo mês.
  • Ganho real de 20%. A média dos ativos passou de R$ 7.101 para R$ 8.526 entre nov/2018 e nov/2025 (+20,1%). Na UEMG, o ganho foi de +37,4%.
  • Mais professores e mais bem pagos. Os professores de educação superior passaram de 2.367 para 2.594 ativos, e a média deles subiu 21,6% acima da inflação.
  • Poucos inativos. Os 695 inativos ficam com 12% da folha, uma das menores participações do Executivo.
  • Contratos no hospital universitário. O setor tinha 536 contratados temporários em nov/2025, a maioria na Unimontes, que recebem menos que os efetivos dos mesmos cargos.
  • Igualdade entre professoras e professores. As mulheres são 60% dos ativos, e entre os professores as médias de mulheres e homens são praticamente iguais.

Esses números mostram o custo da folha das universidades e da pesquisa. A despesa total do setor, que inclui custeio e investimentos, e sua relação com a receita do Estado serão tratadas nos próximos posts do Estadosfera em Números.

Como calculamos

Fontes, conceitos e escolhas deste diagnóstico estão explicados passo a passo em Como calculamos: a metodologia do Painel Remuneração em MG. Neste post, o setor Educação – Universidades e Pesquisa reúne a UEMG, a Unimontes (inclusive o Hospital Universitário Clemente de Faria) e a Fapemig. As carreiras foram agrupadas pelo cargo efetivo informado na folha.

Fonte: Estadosfera Consultoria para o Desenvolvimento a partir do Portal de Transparência de MG.

Para citar: SILBERSCHNEIDER, Wieland. Universidades estaduais de Minas: ganho real de 20% desde 2018, puxado pela UEMG. Estadosfera em Números, Belo Horizonte, out. 2026. Disponível em: https://www.estadosfera.com.br/estadosfera-em-numeros/minas-gerais/mg-remuneracao/universidades-estaduais-de-minas-ganho-real-de-20-desde-2018/. Acesso em: [data do acesso].

Sobre Wieland 70 Artigos
Wieland Silberschneider é Doutor em Economia e Mestre em Sociologia pela Universidade de Minas Gerais.