Quanto ganham os servidores da Secretaria de Planejamento e Gestão, do Ipsemg e da Fundação João Pinheiro, quanto isso custa ao Estado e como a remuneração mudou desde 2018.
O setor Planejamento reúne a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), responsável pela gestão de pessoas, do orçamento e da logística do Executivo, o Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (Ipsemg), que presta assistência à saúde aos servidores, e a Fundação João Pinheiro (FJP), centro de pesquisa e escola de governo. Inclui também os inativos da antiga Secretaria de Administração e, desde 2026, o Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MG), recriado como autarquia vinculada à Seplag. Quanto recebem esses servidores? Que carreiras ganham mais? E quanto pesam os inativos?
Este post faz parte do diagnóstico Quanto custa o funcionalismo em Minas Gerais? e segue a mesma estrutura e a mesma metodologia. Os dados vêm da folha de pagamento publicada pelo Governo de Minas no Portal da Transparência, em quatro meses de referência para os ativos (nov/2018, nov/2022, nov/2025 e ago/2026) e três para os inativos (ago/2025, nov/2025 e ago/2026), já que o Portal só publica a folha completa dos inativos desde mai/2025. Todos os valores estão a preços de dez/2025, corrigidos pelo IPCA, e se referem apenas à remuneração paga ao servidor, sem as obrigações patronais.
Remuneração Planejamento-MG
Planejamento: Seplag, Ipsemg, Fundação João Pinheiro e Detran-MG
Remuneração Bruta Média dos ativos por órgão – Planejamento – Minas Gerais – nov/2025
Fonte: Estadosfera Consultoria para o Desenvolvimento a partir do Portal de Transparência de MG.
Nota: Valores em R$ de dez/2025, corrigidos pelo IPCA.
O que você vai encontrar
- Parte 1 – Quem são e quanto ganham: quantos são os servidores do setor, quanto custa a folha, como a remuneração evoluiu desde 2018 em cada órgão, o peso dos inativos e a distribuição por faixas de salário mínimo, em comparação com o Executivo e com os trabalhadores de Minas Gerais e do Brasil.
- Parte 2 – Principais carreiras: especialistas em políticas públicas e gestão governamental, pesquisadores, médicos, analistas, técnicos e auxiliares, e os cargos com mais servidores.
- Parte 3 – Desigualdade, mulheres e teto: quão desigual é a remuneração no setor, quanto recebem mulheres e homens em cada carreira e quem recebe no limite do teto constitucional.
- Parte 4 – A estrutura de cargos: quantos cargos efetivos existem em cada órgão e como cargos de funções parecidas pagam valores diferentes conforme o órgão.
- Painel interativo (Power BI) para consultar os números por órgão e cargo.
Parte 1 – Quem são e quanto ganham
Em novembro de 2025, a folha do Planejamento pagou R$ 62,7 milhões em remuneração bruta a 9.012 servidores: 4.002 ativos e 5.010 inativos. O setor reúne 1,6% dos servidores do Executivo e 1,6% da folha, o equivalente a R$ 2,93 por habitante de Minas Gerais, todo mês. A Remuneração Bruta Média do setor foi de R$ 6.952.
Descontada a inflação, a Remuneração Bruta Média dos ativos passou de R$ 7.902 em nov/2018 para R$ 8.818 em nov/2022 (+11,6%) e R$ 8.679 em nov/2025 (−1,6% em três anos). Em ago/2026, chegou a R$ 9.563, valor que já inclui a verba indenizatória, divulgada em coluna própria desde fev/2026. Entre nov/2018 e nov/2025, a variação real foi de +9,8%, contra +7,4% no conjunto do Executivo. Em nov/2025, um servidor ativo do Planejamento recebia, em média, 1,3 vez a média do Executivo (R$ 6.472). É a sexta maior média entre os 11 setores do Executivo.
Os inativos recebem menos: R$ 5.573 em nov/2025, 36% abaixo da média dos ativos do setor e abaixo da média dos inativos do Executivo (R$ 7.889). Os inativos se concentram no Ipsemg (3.235, média de R$ 5.423) e na Seplag (904), além dos 596 inativos da antiga Secretaria de Administração, quase todos de carreiras administrativas.
Gráfico 1 – Remuneração Bruta Média dos servidores ativos e inativos – Planejamento e Executivo – Minas Gerais – nov/2018 a ago/2026
Fonte: Estadosfera Consultoria para o Desenvolvimento a partir do Portal de Transparência de MG.
Nota: Valores em R$ de dez/2025, corrigidos pelo IPCA.
Nota: O Portal da Transparência só publica a folha completa dos inativos desde mai/2025. Em ago/2026, a remuneração inclui a verba indenizatória, que o Portal passou a divulgar em coluna própria em fev/2026.
O número de ativos passou de 4.088 em nov/2018 para 3.633 em nov/2022 e 4.002 em nov/2025. O Ipsemg é o maior órgão, com 2.387 ativos, 13% a menos que em 2018. A Seplag passou de 1.000 ativos em nov/2022 para 1.385 em nov/2025 e 1.089 em ago/2026. O vaivém se deve à gestão do trânsito. Em 2023, as atividades do antigo Detran, que era ligado à Polícia Civil, passaram à Coordenadoria Estadual de Gestão de Trânsito (CET-MG), e os servidores que as exerciam entraram na folha da Seplag. Em nov/2025, eram 187 servidores dos cargos de auxiliar, técnico e analista da Polícia Civil e Atividades Governamentais, além de 62 membros de órgãos colegiados, como bancas examinadoras. A Lei nº 25.663, de 22 de dezembro de 2025, extinguiu a CET-MG e recriou o Detran-MG como autarquia vinculada à Seplag, com transição de até 180 dias. Em ago/2026, o Detran-MG já tinha folha própria, com 279 ativos, dos quais 256 estavam na Seplag em nov/2025. A Fundação João Pinheiro tem 230 ativos.
Gráfico 2 – Servidores ativos do Planejamento por órgão – Minas Gerais – nov/2018 a ago/2026
Fonte: Estadosfera Consultoria para o Desenvolvimento a partir do Portal de Transparência de MG.
Nota: Servidor = pessoa em cada situação (ativo ou inativo), contada uma vez.
A Fundação João Pinheiro tem a maior média (R$ 12.612 em nov/2025), abaixo da de 2018 em termos reais (−5,0%). Na Seplag, a média foi de R$ 9.349 (+8,4%), e no Ipsemg, de R$ 7.912 (+10,8%).
Gráfico 3 – Remuneração Bruta Média dos servidores ativos por órgão – Planejamento – Minas Gerais – nov/2018 e nov/2025
Fonte: Estadosfera Consultoria para o Desenvolvimento a partir do Portal de Transparência de MG.
Nota: Valores em R$ de dez/2025, corrigidos pelo IPCA. Linhas pontilhadas: médias dos ativos do Planejamento e do Executivo em nov/2025. Órgãos sem ativos em uma das datas aparecem apenas com o ponto disponível ou não aparecem.
O peso dos inativos
O setor tem 5.010 inativos, 56% dos seus servidores, que ficam com 45% da folha (R$ 27,9 milhões em nov/2025). No Ipsemg, os 3.235 inativos superam os 2.387 ativos, e a folha deles (R$ 17,5 milhões) já é quase igual à dos ativos (R$ 18,9 milhões). Na Fundação João Pinheiro, também há mais inativos (275) que ativos (230).
Gráfico 4 – Servidores e folha mensal de ativos e inativos por órgão – Planejamento – Minas Gerais – nov/2025
Fonte: Estadosfera Consultoria para o Desenvolvimento a partir do Portal de Transparência de MG.
Nota: Valores em R$ de dez/2025, corrigidos pelo IPCA.
Nota: Folha = soma da Remuneração Bruta Total 1, em R$ milhões. Entre parênteses, a participação dos inativos no órgão.
Faixas de remuneração em salários mínimos
Em salários mínimos (SM de R$ 1.518 em nov/2025), 38% dos ativos do setor recebem entre 3 e 5 SM, 26% entre 5 e 10 SM e 18% entre 2 e 3 SM. Até 2 SM estão 5,5% dos ativos do setor, contra 27% no conjunto do Executivo e 70% entre os trabalhadores ocupados de Minas Gerais, segundo a PNAD Contínua do IBGE. Na outra ponta, 38% dos ativos do setor passam de 5 SM, contra 28% no Executivo e 8% entre os trabalhadores do Estado.
Gráfico 5 – Distribuição por faixa de salário mínimo: servidores ativos do Planejamento e do Executivo e trabalhadores ocupados de Minas Gerais e do Brasil – 2025
Fonte: Estadosfera Consultoria para o Desenvolvimento a partir do Portal de Transparência de MG.
Nota: Servidores: Remuneração Bruta Total 1 nominal de nov/2025 e salário mínimo de R$ 1.518. Trabalhadores: rendimento habitual de todos os trabalhos (IBGE, PNAD Contínua, SIDRA 7536); as proporções foram estimadas por interpolação entre os percentis publicados.
Por órgão, o Ipsemg concentra 47% dos ativos entre 3 e 5 SM, e a Fundação João Pinheiro tem 30% acima de 10 SM. Na Seplag, a distribuição é mais espalhada, com 12% até 2 SM e 14% acima de 10 SM. Por carreira (botão Por carreira), os EPPGG e os pesquisadores estão quase todos acima de 10 SM.
Gráfico 6 – Distribuição dos servidores ativos por faixa de salário mínimo, por órgão e por carreira – Planejamento – Minas Gerais – nov/2025
Fonte: Estadosfera Consultoria para o Desenvolvimento a partir do Portal de Transparência de MG.
Nota: Remuneração Bruta Total 1 nominal de nov/2025; salário mínimo de R$ 1.518. Carreiras com 30 servidores ou mais.
Parte 2 – Principais carreiras
Os especialistas em políticas públicas e gestão governamental (EPPGG), carreira transversal lotada na Seplag e cedida a outros órgãos, são a carreira mais bem paga: 344 ativos no setor, com média de R$ 19.058. O número de EPPGG cresceu 48,3% desde 2018. Os pesquisadores da Fundação João Pinheiro (84) recebem R$ 16.500, −10,4% em relação a 2018.
Os 700 médicos do setor estão no Ipsemg, que mantém a assistência à saúde dos servidores, e na perícia médica da Seplag. A média deles (R$ 11.792) caiu 10% em termos reais desde 2018, em parte porque o grupo inclui os médicos residentes, contratados com remuneração de bolsa. Os técnicos tiveram o maior ganho real (+51,2%), em parte porque os técnicos da CET-MG, com remuneração mais alta que a dos técnicos do Ipsemg, entraram no grupo a partir de 2023. Em ago/2026, a média dos técnicos chegou a R$ 8.875, puxada pelos técnicos de seguridade social do Ipsemg, que receberam em média R$ 6.519 em parcelas eventuais naquele mês, contra R$ 2.628 em nov/2025. Que pagamento é esse, que o Portal não detalha, é um ponto a confirmar.
Gráfico 7 – Remuneração Bruta Média e número de servidores ativos por carreira – Planejamento – Minas Gerais – nov/2018 e nov/2025
Fonte: Estadosfera Consultoria para o Desenvolvimento a partir do Portal de Transparência de MG.
Nota: Valores em R$ de dez/2025, corrigidos pelo IPCA.
Nota: Carreiras com 30 servidores ou mais em nov/2025, agrupadas pelo cargo efetivo informado na folha. Funções de direção identificáveis na folha prevalecem sobre o cargo efetivo.
No Ipsemg, os cargos de seguridade social formam o grosso do quadro: 748 auxiliares (R$ 5.969), 538 técnicos (R$ 5.549), 454 analistas (R$ 8.413) e 353 médicos (R$ 16.995). Os 209 médicos residentes recebem R$ 4.117, valor da bolsa, e os 100 médicos peritos da Seplag, R$ 11.508.
Gráfico 8 – Remuneração Bruta Média dos 10 cargos com mais servidores ativos – Planejamento – Minas Gerais – nov/2025
Fonte: Estadosfera Consultoria para o Desenvolvimento a partir do Portal de Transparência de MG.
Nota: Valores em R$ de dez/2025, corrigidos pelo IPCA.
Nota: Cargo informado na folha, inclusive contratos temporários, que o Portal identifica como cargos próprios. Gratificações por participação em órgãos colegiados e por encargos de curso ou concurso não foram consideradas.
Parte 3 – Desigualdade, mulheres e teto
O Índice de Gini da remuneração dos ativos, que vai de 0 (todos recebem o mesmo) a 1 (uma pessoa recebe tudo), caiu de 0,404 em nov/2018 para 0,352 em nov/2025, o décimo menor entre os 11 setores do Executivo. No conjunto do Executivo, o índice é de 0,411, e entre os trabalhadores de Minas Gerais, 0,463, segundo o IBGE. A Seplag é o órgão mais desigual (0,386), porque reúne EPPGG e outras carreiras de nível superior com agentes e auxiliares administrativos. No Ipsemg, o Gini caiu de 0,394 para 0,312.
Gráfico 9 – Desigualdade da remuneração dos servidores ativos (Índice de Gini) por órgão – Planejamento – Minas Gerais – nov/2018 e nov/2025
Fonte: Estadosfera Consultoria para o Desenvolvimento a partir do Portal de Transparência de MG.
Nota: Gini da Remuneração Bruta Total 1 dos ativos. Órgãos com pelo menos 100 ativos em nov/2018 e nov/2025. Trabalhadores de MG: Gini do rendimento de todos os trabalhos das pessoas ocupadas (IBGE, PNAD Contínua, SIDRA 7453).
A curva de Lorenz mostra a mesma coisa de outro jeito. No setor, os 10% mais bem pagos recebem 29% da remuneração dos ativos, e a metade com os menores valores fica com 27%. No Executivo, essas parcelas são de 30% e 22%.
Gráfico 10 – Curva de Lorenz da remuneração dos servidores ativos – Planejamento e Executivo – Minas Gerais – nov/2025
Fonte: Estadosfera Consultoria para o Desenvolvimento a partir do Portal de Transparência de MG.
As mulheres são 66% dos ativos do setor (eram 66% em 2018), contra 63% no Executivo. Por carreira, a participação feminina vai de 82% em Analistas a 51% em Médicos (inclusive residentes). Como a folha não informa o sexo, ele foi estimado pelo primeiro nome.
Gráfico 11 – Participação das mulheres entre os servidores ativos por carreira – Planejamento – Minas Gerais – nov/2018 e nov/2025
Fonte: Estadosfera Consultoria para o Desenvolvimento a partir do Portal de Transparência de MG.
Nota: Sexo estimado pelo primeiro nome (frequências do Censo 2010 do IBGE); exclui nomes ambíguos ou não encontrados.
No conjunto do setor, a Remuneração Bruta Média das mulheres (R$ 7.963) equivale a 79% da dos homens (R$ 10.142). A maior distância está entre os médicos: as médicas recebem em média R$ 9.811, 71% da média dos homens (R$ 13.775). A presença de residentes, a especialidade e a jornada, que o Portal não informa, podem explicar parte da diferença; o ponto fica para apuração. Entre os EPPGG, as mulheres recebem 93% da média dos homens.
Gráfico 12 – Remuneração Bruta Média de mulheres e homens por carreira – Planejamento – Minas Gerais – nov/2025
Fonte: Estadosfera Consultoria para o Desenvolvimento a partir do Portal de Transparência de MG.
Nota: Valores em R$ de dez/2025, corrigidos pelo IPCA.
Nota: Carreiras com pelo menos 20 mulheres e 20 homens identificados.
O teto constitucional praticamente não alcança o setor: 3 servidores tiveram a remuneração reduzida pelo abate-teto em nov/2025, e 5 em ago/2026. Somando todos os vínculos e parcelas, inclusive as que a lei deixa fora do teto, 17 servidores receberam mais que o teto em ago/2026.
Gráfico 13 – Servidores e o teto constitucional – Planejamento – Minas Gerais – nov/2018 a ago/2026
Fonte: Estadosfera Consultoria para o Desenvolvimento a partir do Portal de Transparência de MG.
Nota: Ativos e inativos. Teto = subsídio do Governador vigente em cada mês (R$ 30.471,11 em nov/2018; R$ 35.462,22 em nov/2022; R$ 41.845,49 em 2025 e 2026), em valores nominais.
Parte 4 – A estrutura de cargos
Os 3.667 servidores ativos com cargo efetivo do setor se distribuem em 59 cargos efetivos de denominação diferente. A Seplag tem 44 cargos para 1.145 servidores, porque recebe servidores de cargos de vários órgãos. O Ipsemg tem 15 cargos para 2.332. Como o Portal não informa nível, grau ou classe, a quantidade de posições salariais é ainda maior.
Gráfico 14 – Cargos efetivos distintos e servidores por cargo, por órgão – Planejamento – Minas Gerais – nov/2025
Fonte: Estadosfera Consultoria para o Desenvolvimento a partir do Portal de Transparência de MG.
Nota: Servidores ativos com cargo efetivo informado. Cargos de contrato temporário contados separadamente.
Entre os cargos de mesma família, as diferenças acompanham o órgão. O Gestor Governamental da Seplag recebe em média R$ 7.948, e o Gestor em Atividades de Pesquisa e Ensino da FJP, R$ 7.222. Na própria Seplag, o Agente Governamental efetivo recebe R$ 7.183, e o contratado, R$ 2.705. O Auxiliar de Seguridade Social do Ipsemg (R$ 5.968) recebe menos que o Auxiliar de Serviços Governamentais da Seplag (R$ 7.112).
Gráfico 15 – Remuneração Bruta Média de cargos efetivos de mesma família, por órgão – Planejamento – Minas Gerais – nov/2025
Fonte: Estadosfera Consultoria para o Desenvolvimento a partir do Portal de Transparência de MG.
Nota: Valores em R$ de dez/2025, corrigidos pelo IPCA.
Nota: Cargos com 5 servidores ativos ou mais, agrupados pela primeira palavra da denominação (Auxiliar, Assistente, Técnico, Agente, Analista, Especialista, Gestor). O tamanho do círculo indica o número de servidores.
Em síntese: quanto custa o Planejamento de Minas Gerais
O setor Planejamento custa cerca de R$ 62,7 milhões por mês em remuneração bruta, pagos a 9.012 servidores, ativos e inativos. Os principais destaques são:
- Um setor médio. O Planejamento tem 1,6% dos servidores e 1,6% da folha do Executivo. A média dos ativos (R$ 8.679) é 1,3 vez a do Executivo.
- Mais inativos que ativos. O setor tem 5.010 inativos e 4.002 ativos. No Ipsemg, os inativos (3.235) superam os ativos (2.387).
- Ipsemg encolheu. O órgão perdeu 13% dos ativos entre 2018 e 2025.
- EPPGG no topo. Os 344 especialistas em políticas públicas recebem em média R$ 19.058, e a carreira cresceu 48,3% desde 2018.
- Médicas recebem menos. No setor, as médicas recebem em média 71% do que recebem os médicos, diferença a apurar.
- Ganho real moderado. A média dos ativos variou +9,8% entre nov/2018 e nov/2025, contra +7,4% no Executivo.
Esses números mostram o custo da folha do Planejamento. A despesa total do setor, que inclui custeio e investimentos, e sua relação com a receita do Estado serão tratadas nos próximos posts do Estadosfera em Números.
Como calculamos
Fontes, conceitos e escolhas deste diagnóstico estão explicados passo a passo em Como calculamos: a metodologia do Painel Remuneração em MG. Neste post, o setor Planejamento reúne a Seplag, o Ipsemg, a Fundação João Pinheiro, os inativos da antiga Secretaria de Administração e, em ago/2026, o Detran-MG. Os membros de órgãos colegiados registrados como ativos da Seplag e do Detran-MG foram mantidos na contagem, como faz o Portal. As carreiras foram agrupadas pelo grupo de cargos informado na folha, e as funções de direção prevalecem sobre o cargo efetivo.
Fonte: Estadosfera Consultoria para o Desenvolvimento a partir do Portal de Transparência de MG.
Para citar: SILBERSCHNEIDER, Wieland. Planejamento em Minas: no Ipsemg, os inativos já são mais numerosos que os ativos. Estadosfera em Números, Belo Horizonte, out. 2026. Disponível em: https://www.estadosfera.com.br/estadosfera-em-numeros/minas-gerais/mg-remuneracao/planejamento-em-minas-no-ipsemg-inativos-ja-sao-mais-numerosos-que-ativos/. Acesso em: [data do acesso].
