Cultura em Minas: a Rede Minas perdeu mais da metade dos servidores desde 2018

Sede da Rede Minas em Belo Horizonte à noite, com fachada envidraçada e estrutura iluminada.
Foto: Sergioasrosa / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0).

Quanto ganham os servidores da cultura, do patrimônio histórico e da comunicação pública em Minas Gerais, quanto isso custa ao Estado e como a remuneração mudou desde 2018.

O setor Cultura e Patrimônio Histórico reúne a Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult), a Fundação Clóvis Salgado, que administra o Palácio das Artes e mantém corpos artísticos e escolas de arte, o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha), a Fundação TV Minas (Rede Minas) e a Fundação de Arte de Ouro Preto (FAOP). É o menor setor do Executivo em folha. Quantos são e quanto recebem esses servidores? E o que mudou desde 2018?

Este post faz parte do diagnóstico Quanto custa o funcionalismo em Minas Gerais? e segue a mesma estrutura e a mesma metodologia. Os dados vêm da folha de pagamento publicada pelo Governo de Minas no Portal da Transparência, em quatro meses de referência para os ativos (nov/2018, nov/2022, nov/2025 e ago/2026) e três para os inativos (ago/2025, nov/2025 e ago/2026), já que o Portal só publica a folha completa dos inativos desde mai/2025. Todos os valores estão a preços de dez/2025, corrigidos pelo IPCA, e se referem apenas à remuneração paga ao servidor, sem as obrigações patronais.

Remuneração Cultura-MG

Cultura e Patrimônio Histórico: Secult, Fundação Clóvis Salgado, Iepha, Rede Minas e FAOP

1.311servidores do setor, ativos e inativos (nov/2025)
R$ 6,8 mifolha bruta mensal, 0,2% da folha do Executivo (nov/2025)
R$ 5.985remuneração bruta média dos ativos, 92% da média do Executivo (nov/2025)
R$ 4.038remuneração bruta média dos inativos (nov/2025)
+9,7%variação real da média dos ativos, nov/2018 a nov/2025
0,298desigualdade (Gini) da remuneração dos ativos, o sexto menor entre os 11 setores (nov/2025)

Remuneração Bruta Média dos ativos por órgão – Cultura e Patrimônio Histórico – Minas Gerais – nov/2025

IephaR$ 7.800
SecultR$ 6.194
Fundação Clóvis SalgadoR$ 5.848
Rede MinasR$ 4.945
FAOPR$ 4.308
CulturaR$ 5.985
ExecutivoR$ 6.472

Fonte: Estadosfera Consultoria para o Desenvolvimento a partir do Portal de Transparência de MG.

Nota: Valores em R$ de dez/2025, corrigidos pelo IPCA.

O que você vai encontrar

  • Parte 1 – Quem são e quanto ganham: quantos são os servidores do setor, quanto custa a folha, como a remuneração evoluiu desde 2018 em cada órgão, o peso dos inativos e a distribuição por faixas de salário mínimo, em comparação com o Executivo e com os trabalhadores de Minas Gerais e do Brasil.
  • Parte 2 – Principais carreiras: gestores, analistas e técnicos de cultura, músicos, professores de arte, os comissionados e os cargos com mais servidores.
  • Parte 3 – Desigualdade, mulheres e teto: quão desigual é a remuneração no setor, quanto recebem mulheres e homens em cada carreira e quem recebe no limite do teto constitucional.
  • Parte 4 – A estrutura de cargos: quantos cargos efetivos existem em cada órgão e como cargos de funções parecidas pagam valores diferentes conforme o órgão.
  • Painel interativo (Power BI) para consultar os números por órgão e cargo.

Parte 1 – Quem são e quanto ganham

Em novembro de 2025, a folha da Cultura pagou R$ 6,8 milhões em remuneração bruta a 1.311 servidores: 768 ativos e 543 inativos. O setor reúne 0,2% dos servidores do Executivo e 0,2% da folha, o equivalente a R$ 0,32 por habitante de Minas Gerais, todo mês. A Remuneração Bruta Média do setor foi de R$ 5.178.

Descontada a inflação, a Remuneração Bruta Média dos ativos passou de R$ 5.453 em nov/2018 para R$ 6.334 em nov/2022 (+16,1%) e R$ 5.985 em nov/2025 (−5,5% em três anos). Em ago/2026, chegou a R$ 6.284, valor que já inclui a verba indenizatória, divulgada em coluna própria desde fev/2026. Entre nov/2018 e nov/2025, a variação real foi de +9,7%, contra +7,4% no conjunto do Executivo. Em nov/2025, a média dos ativos da Cultura equivalia a 92% da média do Executivo (R$ 6.472). É a décima maior média entre os 11 setores do Executivo.

Os inativos recebem menos: R$ 4.038 em nov/2025, 33% abaixo da média dos ativos do setor e abaixo da média dos inativos do Executivo (R$ 7.889). Os inativos estão sobretudo na Secult (244), na Fundação Clóvis Salgado (148) e no Iepha (65), além dos órgãos extintos de esportes e turismo.

Gráfico 1 – Remuneração Bruta Média dos servidores ativos e inativos – Cultura e Patrimônio Histórico e Executivo – Minas Gerais – nov/2018 a ago/2026

Fonte: Estadosfera Consultoria para o Desenvolvimento a partir do Portal de Transparência de MG.

Nota: Valores em R$ de dez/2025, corrigidos pelo IPCA.

Nota: O Portal da Transparência só publica a folha completa dos inativos desde mai/2025. Em ago/2026, a remuneração inclui a verba indenizatória, que o Portal passou a divulgar em coluna própria em fev/2026.

O número de ativos caiu de 1.088 em nov/2018 para 768 em nov/2025 (−29,4%). Parte da queda é efeito de reorganização: em 2018, o setor incluía a Secretaria de Esportes (105 ativos) e a Secretaria de Turismo (94), extintas na reforma administrativa de 2019. Sem elas, a queda foi de 889 para 768 (−13,6%). A maior perda foi na Rede Minas, que passou de 219 para 94 ativos (−57,1%). A Fundação Clóvis Salgado passou de 300 para 256, e a Secult, que absorveu o turismo, de 203 para 283.

A queda na Rede Minas veio sobretudo dos cargos comissionados. Dos 219 ativos da Fundação TV Minas em nov/2018, 90 continuavam nela em nov/2025, 19 estavam na Secult, 18 em outros órgãos e 4 tinham se aposentado. Dos 88 que deixaram a folha do Executivo, 66 ocupavam cargo comissionado sem cargo efetivo; os outros 22 eram efetivos, quase todos analistas de TV. O quadro efetivo não foi reposto: o último concurso da Fundação foi realizado em 2013. Desde 2016, quando a Lei nº 22.294 transformou a Rádio Inconfidência na Empresa Mineira de Comunicação (EMC), a Rede Minas é operada em conjunto com a EMC. Por ser uma empresa pública, a EMC tem empregados próprios, que não constam da folha do Executivo publicada no Portal. Em 2025, o governo enviou à Assembleia o PL 3.737/2025, que autoriza transferir a EMC à União no âmbito do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag).

Gráfico 2 – Servidores ativos da Cultura por órgão – Minas Gerais – nov/2018 a ago/2026

Fonte: Estadosfera Consultoria para o Desenvolvimento a partir do Portal de Transparência de MG.

Nota: Servidor = pessoa em cada situação (ativo ou inativo), contada uma vez. Em 2018, Demais órgãos = Secretaria de Estado de Turismo.

O Iepha tem a maior média (R$ 7.800 em nov/2025, +21,1% desde 2018), seguido da Secult (R$ 6.194, +29,5%). Na Rede Minas, a média foi de R$ 4.945, e na FAOP, de R$ 4.308, a menor do setor.

Gráfico 3 – Remuneração Bruta Média dos servidores ativos por órgão – Cultura e Patrimônio Histórico – Minas Gerais – nov/2018 e nov/2025

Fonte: Estadosfera Consultoria para o Desenvolvimento a partir do Portal de Transparência de MG.

Nota: Valores em R$ de dez/2025, corrigidos pelo IPCA. Linhas pontilhadas: médias dos ativos da Cultura e do Executivo em nov/2025. Órgãos sem ativos em uma das datas aparecem apenas com o ponto disponível ou não aparecem.

O peso dos inativos

O setor tem 543 inativos, 41% dos seus servidores, que ficam com 32% da folha (R$ 2,2 milhões em nov/2025). Na Secult, há 244 inativos para 283 ativos.

Gráfico 4 – Servidores e folha mensal de ativos e inativos por órgão – Cultura e Patrimônio Histórico – Minas Gerais – nov/2025

Fonte: Estadosfera Consultoria para o Desenvolvimento a partir do Portal de Transparência de MG.

Nota: Valores em R$ de dez/2025, corrigidos pelo IPCA.

Nota: Folha = soma da Remuneração Bruta Total 1, em R$ milhões. Entre parênteses, a participação dos inativos no órgão.

Faixas de remuneração em salários mínimos

Em salários mínimos (SM de R$ 1.518 em nov/2025), 37% dos ativos do setor recebem entre 3 e 5 SM, 26% entre 2 e 3 SM e 19% entre 5 e 10 SM. Até 2 SM estão 15,9% dos ativos do setor, contra 27% no conjunto do Executivo e 70% entre os trabalhadores ocupados de Minas Gerais, segundo a PNAD Contínua do IBGE. Na outra ponta, 22% dos ativos do setor passam de 5 SM, contra 28% no Executivo e 8% entre os trabalhadores do Estado.

Gráfico 5 – Distribuição por faixa de salário mínimo: servidores ativos da Cultura e do Executivo e trabalhadores ocupados de Minas Gerais e do Brasil – 2025

Fonte: Estadosfera Consultoria para o Desenvolvimento a partir do Portal de Transparência de MG.

Nota: Servidores: Remuneração Bruta Total 1 nominal de nov/2025 e salário mínimo de R$ 1.518. Trabalhadores: rendimento habitual de todos os trabalhos (IBGE, PNAD Contínua, SIDRA 7536); as proporções foram estimadas por interpolação entre os percentis publicados.

Por órgão, a Rede Minas tem 90% dos ativos entre 2 e 5 SM, e a Fundação Clóvis Salgado, 22% entre 1 e 2 SM. Quase ninguém no setor passa de 10 SM. Por carreira (botão Por carreira), os professores de arte estão nas faixas mais baixas.

Gráfico 6 – Distribuição dos servidores ativos por faixa de salário mínimo, por órgão e por carreira – Cultura e Patrimônio Histórico – Minas Gerais – nov/2025

Fonte: Estadosfera Consultoria para o Desenvolvimento a partir do Portal de Transparência de MG.

Nota: Remuneração Bruta Total 1 nominal de nov/2025; salário mínimo de R$ 1.518. Carreiras com 30 servidores ou mais.

Parte 2 – Principais carreiras

O maior grupo de ativos são os 216 servidores em cargo comissionado sem cargo efetivo, 28% dos ativos, com média de R$ 5.403. Entre as carreiras efetivas, os 153 técnicos recebem em média R$ 5.190, e os 87 analistas, R$ 6.643. Os músicos e outros cargos efetivos dos corpos artísticos (101) recebem R$ 6.850.

Os 98 professores de arte, quase todos das escolas da Fundação Clóvis Salgado, recebem a menor média do setor, R$ 3.873, apesar do ganho real de +70,4% desde 2018. O número de professores cresceu de 70 para 98.

Gráfico 7 – Remuneração Bruta Média e número de servidores ativos por carreira – Cultura e Patrimônio Histórico – Minas Gerais – nov/2018 e nov/2025

Fonte: Estadosfera Consultoria para o Desenvolvimento a partir do Portal de Transparência de MG.

Nota: Valores em R$ de dez/2025, corrigidos pelo IPCA.

Nota: Carreiras com 30 servidores ou mais em nov/2025, agrupadas pelo cargo efetivo informado na folha. Funções de direção identificáveis na folha prevalecem sobre o cargo efetivo.

Os cargos com mais servidores mostram a variedade do setor: o Professor de Arte (74 ativos, média de R$ 3.653), o Técnico de TV (58, R$ 3.927) e o Analista de TV (50, R$ 5.799), da Rede Minas, e o Músico Cantor (43, R$ 7.358) e o Músico Instrumentista (36, R$ 8.376), dos corpos artísticos da Fundação Clóvis Salgado.

Gráfico 8 – Remuneração Bruta Média dos 10 cargos com mais servidores ativos – Cultura e Patrimônio Histórico – Minas Gerais – nov/2025

Fonte: Estadosfera Consultoria para o Desenvolvimento a partir do Portal de Transparência de MG.

Nota: Valores em R$ de dez/2025, corrigidos pelo IPCA.

Nota: Cargo informado na folha, inclusive contratos temporários, que o Portal identifica como cargos próprios. Gratificações por participação em órgãos colegiados e por encargos de curso ou concurso não foram consideradas.

Parte 3 – Desigualdade, mulheres e teto

O Índice de Gini da remuneração dos ativos, que vai de 0 (todos recebem o mesmo) a 1 (uma pessoa recebe tudo), caiu de 0,367 em nov/2018 para 0,298 em nov/2025, o sexto menor entre os 11 setores do Executivo. No conjunto do Executivo, o índice é de 0,411, e entre os trabalhadores de Minas Gerais, 0,463, segundo o IBGE. Na Fundação Clóvis Salgado, o Gini caiu de 0,378 para 0,288.

Gráfico 9 – Desigualdade da remuneração dos servidores ativos (Índice de Gini) por órgão – Cultura e Patrimônio Histórico – Minas Gerais – nov/2018 e nov/2025

Fonte: Estadosfera Consultoria para o Desenvolvimento a partir do Portal de Transparência de MG.

Nota: Gini da Remuneração Bruta Total 1 dos ativos. Órgãos com pelo menos 100 ativos em nov/2018 e nov/2025. Trabalhadores de MG: Gini do rendimento de todos os trabalhos das pessoas ocupadas (IBGE, PNAD Contínua, SIDRA 7453).

A curva de Lorenz mostra a mesma coisa de outro jeito. No setor, os 10% mais bem pagos recebem 24% da remuneração dos ativos, e a metade com os menores valores fica com 30%. No Executivo, essas parcelas são de 30% e 22%.

Gráfico 10 – Curva de Lorenz da remuneração dos servidores ativos – Cultura e Patrimônio Histórico e Executivo – Minas Gerais – nov/2025

Fonte: Estadosfera Consultoria para o Desenvolvimento a partir do Portal de Transparência de MG.

As mulheres são 52% dos ativos do setor (eram 51% em 2018), contra 63% no Executivo. Por carreira, a participação feminina vai de 77% em Gestores de cultura a 38% em Auxiliares. Como a folha não informa o sexo, ele foi estimado pelo primeiro nome.

Gráfico 11 – Participação das mulheres entre os servidores ativos por carreira – Cultura e Patrimônio Histórico – Minas Gerais – nov/2018 e nov/2025

Fonte: Estadosfera Consultoria para o Desenvolvimento a partir do Portal de Transparência de MG.

Nota: Sexo estimado pelo primeiro nome (frequências do Censo 2010 do IBGE); exclui nomes ambíguos ou não encontrados.

No conjunto do setor, a Remuneração Bruta Média das mulheres (R$ 5.970) equivale a 100% da dos homens (R$ 5.968). Nenhum outro setor do Executivo tem médias tão próximas. Por carreira, há diferenças nos dois sentidos: as mulheres recebem menos entre os músicos e outros cargos efetivos e mais entre os professores de arte.

Gráfico 12 – Remuneração Bruta Média de mulheres e homens por carreira – Cultura e Patrimônio Histórico – Minas Gerais – nov/2025

Fonte: Estadosfera Consultoria para o Desenvolvimento a partir do Portal de Transparência de MG.

Nota: Valores em R$ de dez/2025, corrigidos pelo IPCA.

Nota: Carreiras com pelo menos 20 mulheres e 20 homens identificados.

O teto constitucional não alcança a Cultura: entre nov/2018 e ago/2026, nenhum servidor do setor teve a remuneração reduzida pelo abate-teto.

Gráfico 13 – Servidores e o teto constitucional – Cultura e Patrimônio Histórico – Minas Gerais – nov/2018 a ago/2026

Fonte: Estadosfera Consultoria para o Desenvolvimento a partir do Portal de Transparência de MG.

Nota: Ativos e inativos. Teto = subsídio do Governador vigente em cada mês (R$ 30.471,11 em nov/2018; R$ 35.462,22 em nov/2022; R$ 41.845,49 em 2025 e 2026), em valores nominais.

Parte 4 – A estrutura de cargos

Os 549 servidores ativos com cargo efetivo do setor se distribuem em 46 cargos efetivos de denominação diferente. A Secult tem 30 cargos para 163 servidores com cargo efetivo, cerca de cinco por cargo. A Fundação Clóvis Salgado tem 18 cargos. Como o Portal não informa nível, grau ou classe, a quantidade de posições salariais é ainda maior.

Gráfico 14 – Cargos efetivos distintos e servidores por cargo, por órgão – Cultura e Patrimônio Histórico – Minas Gerais – nov/2025

Fonte: Estadosfera Consultoria para o Desenvolvimento a partir do Portal de Transparência de MG.

Nota: Servidores ativos com cargo efetivo informado. Cargos de contrato temporário contados separadamente.

Cargos com o mesmo nome pagam valores muito diferentes. O Técnico de Cultura recebe em média R$ 3.313 na FAOP, R$ 5.270 na Secult e R$ 6.786 na Fundação Clóvis Salgado, o dobro do valor da FAOP. O Técnico de TV recebe R$ 4.077 na Rede Minas e R$ 3.112 na Secult.

Gráfico 15 – Remuneração Bruta Média de cargos efetivos de mesma família, por órgão – Cultura e Patrimônio Histórico – Minas Gerais – nov/2025

Fonte: Estadosfera Consultoria para o Desenvolvimento a partir do Portal de Transparência de MG.

Nota: Valores em R$ de dez/2025, corrigidos pelo IPCA.

Nota: Cargos com 5 servidores ativos ou mais, agrupados pela primeira palavra da denominação (Auxiliar, Assistente, Técnico, Agente, Analista, Especialista, Gestor). O tamanho do círculo indica o número de servidores.

Em síntese: quanto custa a Cultura de Minas Gerais

A Cultura custa cerca de R$ 6,8 milhões por mês em remuneração bruta, pagos a 1.311 servidores, ativos e inativos. Os principais destaques são:

  • O menor setor do Executivo. A Cultura tem 0,2% dos servidores e 0,2% da folha do Executivo, cerca de R$ 0,32 por habitante, todo mês.
  • Rede Minas encolheu. A emissora pública perdeu 57% dos ativos entre 2018 e 2025.
  • Menos servidores. Mesmo sem os órgãos extintos em 2019, o setor perdeu 14% dos ativos desde 2018.
  • Remuneração abaixo da média. A média dos ativos (R$ 5.985) equivale a 92% da média do Executivo.
  • Muitos comissionados. 216 dos 768 ativos ocupam cargo comissionado sem cargo efetivo.
  • Igualdade entre mulheres e homens. As médias de mulheres (R$ 5.970) e homens (R$ 5.968) são praticamente iguais.

Esses números mostram o custo da folha da Cultura. A despesa total do setor, que inclui custeio e investimentos, e sua relação com a receita do Estado serão tratadas nos próximos posts do Estadosfera em Números.

Como calculamos

Fontes, conceitos e escolhas deste diagnóstico estão explicados passo a passo em Como calculamos: a metodologia do Painel Remuneração em MG. Neste post, o setor Cultura e Patrimônio Histórico reúne a Secult, a Fundação Clóvis Salgado, o Iepha, a Fundação TV Minas, a FAOP e os inativos das antigas Secretarias de Esportes e de Turismo e da Administração de Estádios (Ademg). As carreiras foram agrupadas pelo grupo de cargos informado na folha, e as funções de direção prevalecem sobre o cargo efetivo.

Fonte: Estadosfera Consultoria para o Desenvolvimento a partir do Portal de Transparência de MG.

Para citar: SILBERSCHNEIDER, Wieland. Cultura em Minas: a Rede Minas perdeu mais da metade dos servidores desde 2018. Estadosfera em Números, Belo Horizonte, out. 2026. Disponível em: https://www.estadosfera.com.br/estadosfera-em-numeros/minas-gerais/mg-remuneracao/cultura-em-minas-rede-minas-perdeu-mais-da-metade-dos-servidores-desde-2018/. Acesso em: [data do acesso].

Sobre Wieland 70 Artigos
Wieland Silberschneider é Doutor em Economia e Mestre em Sociologia pela Universidade de Minas Gerais.